Maria Auxiliadora Silva

Mineira de Campo Belo (1935-1974), Maria Auxiliadora é da família dos Silva: 18 irmãos, vários artistas. A mãe, inicialmente lavadeira, depois escultora; o pai assentava dormentes em estrada de ferro.

Procurando melhorar a vida, mãe e crianças mudaram-se para São Paulo, onde a filha mais velha ajudava a família bordando para fora e trabalhando como doméstica. Pintando desde menina tendo as paredes de sua casa como tela, depois tábuas e finalmente, por volta dos 32 anos de idade, dedicando-se exclusivamente à pintura , Maria auxiliadora desenvolveu uma técnica própria, moldando as figuras em gesso no próprio quadro, escrevendo enredos nas pinturas.

Expôs na Praça da República (SP) no início dos anos 70, passando daí para galerias, premiações em salões, museus e casa de colecionadores brasileiros e estrangeiros. A temática de seus quadros coloridos conta um pouco da vida desta pintora autodidata: trabalho na roça; cenas familiares com quartos abarrotados, mesas de domingo, namoro em bailes ou ao redor da tevê; festas de candomblé; escola (chegou a fazer o mobral); e, nos últimos trabalhos, a intimidade com a morte. Depois de várias operações, Maria Auxiliadora morreu de câncer generalizado, aos 39 anos de idade.