Rita Maria

De sua vida sabe-se que foi filha de escravos, viveu na ilha de Florianópolis, capital da então Província de Santa Catarina. Residiu nas proximidades do Forte Santana, região à beira-mar, denominada Praia da Feira, onde ficava o atracadouro das embarcações vindas do continente, para descarga e comercialização de mercadorias.

Neste local, nos primeiros anos do século XX, formou-se uma comunidade, com casas de madeira construídas no estilo ilhoa-açorita, sendo que em uma delas morava Rita Maria, que tinha por atividade de trabalho cozinhar para os trabalhadores e comerciantes que ali passavam, além de lavar-lhes as roupas e nelas fazer consertos, quando necessário.

Benzedeira e curandeira muito procurada pela população, seu prestígio pode ser avaliado pelo fato de batizarem com seu nome o bairro onde morava.A urbanização mudou a cidade. O bairro característico, denominado pelo povo de Rita Maria, deixou de existir, mas as lembranças e estima popular fez com que devido a uma medida governamental fosse mantida viva a sua memória na história da ilha, denominando a Estação Rodoviária Rita Maria, cuja construção moderna foi edificada em local próximo ao antigo bairro do mesmo nome.

Até o momento não foi possível localizar fotos de Rita Maria. Muitos se lembram dela, uma senhora negra, para mais de 80 anos, gorda, bonachona, de estatura mediana, sempre risonha e alegre, que, todos os domingos ia à Igreja de Nossa Senhora do Bom Parto. Faleceu na década de 20. Os mais velhos lembram que sua mortes deixou muita tristeza. Foi enterrada no Cemitério do Morro, ali mesmo, perto de sua casa.