Criola

Destaque - 01/out/2019

Chamada para Caderno Sisterhood

A Justiça Reprodutiva emerge das experiências de mulheres negras que vivenciam um conjunto complexo de opressões e hierarquias reprodutivas. Baseia-se no entendimento de que os impactos das opressões de raça, classe, gênero e de orientação sexual não são aditivos, mas integrativos, produzindo esse paradigma de interseccionalidade. A justiça reprodutiva não é sinônimo de direitos reprodutivos ou escolha reprodutiva. Os destaques da estrutura como múltiplas identidades ou fatores – como raça, renda, orientação sexual, gênero, identidade de gênero, status de imigração, capacidade e geografia – afetam a capacidade de uma pessoa moldar sua vida reprodutiva. O conceito se apresenta como uma potência para a discussão do viés racial nas iniquidades em saúde e convocam diferentes atores políticos para a discussão sobre a centralidade do enfrentamento ao racismo como condição necessária para ampliar as possibilidades reais de autonomia na decisão das trajetórias reprodutivas de mulheres, adolescentes e jovens.

Entendendo a emergência de refletir e debater sobre o tema no Brasil, o Caderno Sisterhood do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Gênero, Raça e Saúde (NEGRAS/UFRB) em parceria com o Blog População Negra e Saúde, Ong Criola e Niketche (Transformando Realidade) abrem a chamada para submissão de trabalhos para o Dossiê Justiça Reprodutiva. As categorias disponíveis para submissão são artigo acadêmico, resenha, relato de experiência e produção artística (fotografia, poesia, história em quadrinhos, gravura, etc.). As propostas devem ser enviadas para o e-mail: [email protected], até 31 de janeiro de 2020.

As orientações normas para submissão devem ser verificadas aqui. O Caderno Sisterhood é um periódico digital de âmbito nacional e publicação semestral.