Criola

Destaque | Eventos - 17/dez/2019

Conheça e divulgue a cartilha “Justiça para Mulheres Negras em Prisão Provisória”, lançada por CRIOLA e Coletivo Todxs Unidxs

Nos dias 3 e 4 de dezembro de 2019, CRIOLA em parceria com o Coletivo Todxs Unidxs realizaram o Lançamento da cartilha “Justiça para as Mulheres Negras em Prisão Provisória”, nas portas do Instituto Penal Oscar Stevenson, do Complexo de Gericinó e do Instituto Penal Talavera Bruce.

CRIOLA é uma organização composta por mulheres negras desde o ano de 1992 e que tem como missão atuar pelos direitos, justiça e bem viver das mulheres e meninas negras. Nossa ação é pela vida das mulheres negras e contra o racismo, sexismo e LGBTIfobia.

O Coletivo Todxs Unidxs foi formado em 2018 por pessoas que cumpriram pena em unidades prisionais femininas e familiares das que estão em cumprimento de pena. O objetivo do grupo é articular com a militância e organizações para o fortalecimento de políticas de desencarceramento, contra as violações dentro do cárcere e pela mobilização e fortalecimento das mulheres que viveram e vivem encarceradas.

Este material é um produto do projeto “Justiça para Mulheres Negras em Situação de Prisão Provisória no Estado do Rio de Janeiro” com financiamento do Fundo Brasil de Direitos Humanos, na busca por Justiça para mulheres negras que vivenciam e vivenciaram a prisão provisória e pelas lutas de todas as mulheres que estão ou estiveram presas, de suas famílias e defensoras de seus direitos. Desenvolveram também este projeto em conjunto com Criola, as parcerias: Fórum Justiça; Núcleo Contra a Desigualdade Racial da Defensoria Pública do Rio de Janeiro (NUCORA – DPERJ) ; Núcleo de Prática Jurídica da UNIRIO; Núcleo Interdisciplinar de Reflexão Memória Afrodescendente (NIREMA) – PUC/RJ .

Nos dois dias de ação, foram 13 mulheres envolvidas na entrega dos materiais que mobilizou diretamente cerca de 300 visitantes, priorizando as visitantes de mulheres. As visitas foram recebidas nas portas com informação, carinho, um pequeno lanche e conversas, sobre os direitos de mulheres encarceradas, feitas por mulheres que vivenciaram o cárcere.

Apesar das injustiças, acreditamos que podemos caminhar juntas, fortalecidas e inovando nossas ferramentas de resistência para a luta por justiça e pelo desencarceramento.