Gisele Tertuliano e Coletivo Atinúké
Um povo solidário que rompe os limites impostos pela sociedade, que luta por justiça social, produz música, arte, ciências, filosofias ancestrais e tantos outros conhecimentos. A partir desta certeza, nasce o grupo Atinúké em 2015, criado por Nina Fola, Junior Escobar e Fernanda Oliveira, formado por mulheres negras do Rio Grande do Sul que promovem e fortalecem o pensamento crítico, trabalhos de propriedade intelectual e produções culturais de todas as mulheres pretas da região e africanas.
Gisele Tertuliano, membro do grupo, ingressou no coletivo com o propósito de conexão consigo mesma e encontrou um ambiente seguro em que as mulheres participantes também possuíam experiências semelhantes as suas e compartilhavam de sentimentos como alegria, dor, superação. A partir do exercício coletivo de afeto, elas se reúnem para valorizar suas trajetórias, aconselharem umas as outras, estudar, serem vulneráveis com a liberdade de ser quem são no mais íntimo.
Confira mais detalhes sobre a história do coletivo e as vivências de Gisele no vídeo abaixo do canal Youtube de Criola e acesse o conteúdo Glam na página de WikiCriola .
Vamos redefinir as trajetórias de mulheres negras de todo o Brasil !
“Falar de amor com todas essas violências que existem no dia a dia, que é o grande desafio de saber que algo que é nos dito, que nos é negado, não é nosso, não deve nos atingir. Mas esse exercício de entender isso e perceber que aquela violência é o modo de daquela outra pessoa, que isso não tem nada a ver comigo, e que eu devo perceber as minhas potencialidades, saber que eu posso encontrar isso numa outra mulher negra.”
O projeto “Negras na História” é uma iniciativa da Ong Criola em parceria com a Fundação Wikimedia que visa fortalecer e ampliar a voz de mulheres negras cis e trans no campo das novas tecnologias e do conhecimento antirracista sob as licenças de Creative Commons.
Gisele Tertuliano / Reprodução pessoal


