Luciana Rodrigues e Dona Julia Mariana

2024
Rio de Janeiro

Atualizado em 23/12/2025

O direito de existência e emancipatório das mulheres ainda é uma luta atual. Se hoje temos avanços é devido às conquistas das nossas antepassadas que enfrentaram desafios. Quantas mulheres negras são ou foram acolhidas e se fortaleceram umas com às outras para que pudessem caminhar por meio próprio?

A Luciana Rodrigues, carioca e advogada, conta a história de Dona Julia Mariana, sua avó que cuja vida se construiu a partir do cuidado cotidiano, da solidariedade e da responsabilidade coletiva. Nascida no interior de Minas Gerais e trazida ainda jovem para o Rio de Janeiro em um contexto de casamento forçado, viveu por quase nove décadas atravessada por desafios impostos pelo racismo, patriarcado e pela pobreza. Mesmo sem acesso à escolarização formal, tornou-se uma referência afetiva, ética e comunitária para sua família e para o território onde viveu.

Dedicou sua existência ao sustento e à proteção de crianças e mulheres através de um cuidado que ultrapassava os laços biológicos, transformando sua casa em espaço de acolhimento para filhos, vizinhos e crianças cujas mães precisavam trabalhar. Sua história reafirma que o cuidado é uma herança ancestral que garante futuro, autonomia e pertencimento.

Confira mais detalhes desta história no vídeo abaixo do canal Youtube de Criola e acesse o conteúdo Glam na página de WikiCriola .
Vamos redefinir as trajetórias de mulheres negras de todo o Brasil !

“Porque tenho certeza que existem ainda muitas Júlias Marianas, mas que suas histórias não são contadas de forma a nos alimentar desse amor e poder trazer muito mais brilho, felicidade e esperança para este mundo que a gente precisa. Fortalecendo essas mulheres negras que têm histórias belíssimas, que são fragmentos, elas são fragmentos de uma coisa que é muito maior, mas que para nós é de extrema importância, pois elas nos multiplicam, nos fortalecem todos os dias.”

O projeto “Negras na História” é uma iniciativa da Ong Criola em parceria com a Fundação Wikimedia que visa fortalecer e ampliar a voz de mulheres negras cis e trans no campo das novas tecnologias e do conhecimento antirracista sob as licenças de Creative Commons.

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Luciana Rodrigues / Reprodução pessoal