02/09/2026

Criola completa 34 anos rumo ao Bem Viver, à Justiça e à luta por Reparação

Hoje, dia 2 de setembro, Criola celebra 34 anos de uma trajetória marcada pelo compromisso inegociável com a vida e os direitos de meninas e mulheres negras cis e trans. Desde 1992, nossa atuação se firma na linha de frente do combate ao racismo, sexismo, lesbofobia e transfobia, construindo caminhos estratégicos para que mulheres negras, jovens e adultas, ocupem espaços, exerçam sua cidadania e tenham seus direitos integralmente garantidos. 

Ao longo de mais de três décadas, transformamos lutas em políticas, denúncias em ações concretas e incidência política nacional e internacional em conquistas para toda a sociedade brasileira. Atuando no fortalecimento de lideranças negras, na transformação do sistema de justiça, na defesa da saúde e na promoção de direitos humanos, Criola reescreve o presente para moldar um futuro em que a equidade e a justiça sejam a regra, e não a exceção. 

Do combate às violências às vitórias nacionais e internacionais 

Criola foi fundada em um contexto decisivo da democracia brasileira, marcado pela denúncia contra a esterilização violenta de mulheres negras e a luta pelo direito à saúde reprodutiva. Nos anos 1990 e 2000, lutamos ativamente pelo fortalecimento das políticas de prevenção do HIV/Aids e pela formulação de políticas de saúde da população negra, além de estarmos presentes em marcos globais, como a histórica Conferência de Durban da ONU em 2001. 

Mais recentemente, reafirmamos nossa incidência política nos campos da: 

Saúde, Justiça e Reparação: O acompanhamento técnico e político do emblemático Caso Alyne Pimentel, que deu origem à Rede Alyne de enfretamento à mortalidade materna, especialmente para mães negras; e a recente entrega de certidões de óbito às Mães de Acari no Rio de Janeiro, reafirmando o compromisso inegociável com a memória e o combate ao racismo estrutural no sistema de justiça e na saúde. 

  • Justiça Climática: A consolidação de nossa presença no debate sobre as pautas climáticas, fortalecida pela nossa presença na COP30, realizada em Belém-PA, em 2025, com uma comitiva de 15 mulheres negras dialogando e construindo estratégias para a adaptação climática.   

  • Bem viver: Em 2025, participamos ativamente da construção da 2ª Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver. A mobilização ocupou a capital federal com centenas de milhares de vozes contra a violência racial, pela valorização da vida e das contribuições de mulheres negras para o país, pelo fim das chacinas nas favelas e por reparações históricas. 

Celebrar 34 anos é olhar para o caminho percorrido com a certeza de que não estivemos sozinhas nessas conquistas, mas também renovar o fôlego para as lutas que ainda virão. Cada avanço alcançado até aqui carrega a força coletiva de lideranças, defensoras de direitos humanos, parceiras e organizações que caminham ao nosso lado rumo ao Bem Viver. 

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Seguimos firmes na missão de defender e proteger vidas negras, promovendo justiça, equidade e solidariedade. 

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