Criola
AGORA É A HORA: MULHERES NEGRAS NO ENFRENTAMENTO À PANDEMIA


Segundo o Data Favela e o Instituto Locomotiva, as favelas do Brasil têm 5,2 milhões de mães, destas, 72% afirmam que a alimentação de sua família ficará prejudicada pela ausência de renda durante o isolamento social.

Agora é a Hora! É uma realização de Criola, em parceria com dezenas de lideranças comunitárias, em articulação com o Instituto Marielle Franco, Perifa Connection e Movimenta Caxias, para a garantia de direitos de mulheres negras e suas famílias, por meio da distribuição de cestas de alimentação e suporte ao cadastramento no Auxílio Emergencial, em razão da pandemia do novo Coronavírus. Esta ação tornou-se possível por meio do apoio financeiro do Instituto Unibanco.

Com a situação de pandemia, as desigualdades sociais acometidas as populações negras se tornaram indisfarçáveis, uma vez que é a população negra que: mais adoece e morre; enfrenta no cotidiano o desmantelamento das políticas públicas sociais; é o segmento mais afetado com a redução/interrupção de renda pelo distanciamento social (como no caso das(os) trabalhadoras(es) domésticos sem carteira assinada) e o mais atingido pelo desemprego (PNAD-COVID-19, 2020).

Compreendendo o desafio deste cenário, diante da precariedade e vulnerabilidade a que estão expostas as mulheres negras, e a ausência de resposta governamental à situação de pandemia, Criola deu início à mobilização e articulação de lideranças comunitárias, de ativistas de diferentes campos de lutas, de parceiras(os) de trabalho de diferentes localidades do Rio de Janeiro para uma ação política voltada à garantia de direitos das mulheres negras e de suas famílias.

Conheça o perfil das lideranças que fazem parte desta mobilização e promovem a diferenças em seus territórios.

Foto: Mídia Ninja.

 

CONHEÇA AS LIDERANÇAS QUE SÃO PARTE DESTA INICIATIVA:


 

 

Essa iniciativa é importante para que a cada dia, nós mulheres negras, saibamos dos nossos direitos e possamos ter acesso a eles”, Joseane Martins de Lima, liderança no bairro Jardim Bela Vista – KM 32, no município de Nova Iguaçu.

 

 


 

“As mulheres negras precisam ser tratadas com igualdade”, Nilci dos Santos, liderança no bairro de São Bento, no município de Duque de Caxias.

 

 


 

“A efetivação de políticas públicas e o empenho de toda sociedade é fundamental para que os direitos das mulheres negras aconteçam de fato”, Marilza Floriano, liderança no bairro do Pantanal, no município de Duque de Caxias.

 

 


 

“Os principais temas que eu abordo são voltados para a violência doméstica e violência institucional, que são fatos recorrentes no meu território”, Mãe Tânia D’Iemanjá, liderança no bairro de Água Santa, no Rio de Janeiro.

 

 


 

“A minha luta é por uma educação de inclusão e saúde adequada à população menos favorecida. Me vejo como uma pessoa de luta, que compreende a importância de nos unirmos para uma consciência de bem comum”, Maria Bomfim, liderança no bairro de Vargem Pequena, no Rio de Janeiro.

 


 

“Nossa luta é por gênero e raça nas nas políticas públicas e nos espaços de representações públicas. Com construção crítica de quebra das desigualdades construídas historicamente que, mediadas pela classe social, produzem profundas exclusões, que combinadas explicam a perpetuação do racismo e do machismo”, Débora Silva, liderança da Rua do Meio, no município de Belford Roxo.

 


 

“Acredito na união de todos os grupos e movimentos juntos, abraçando esta causa, como força e garantia para que todas os direitos de nós mulheres negras sejam respeitados”, Zica Maria, liderança na Vila Aliança – Bangu, no Rio de Janeiro.

 

 


 

“Minha luta é contra o racismo, a intolerância religiosa e a desigualdade, consequentemente, a Fome”, Iyá Márcia D’Obaluaie, liderança no bairro de Campo Grande, no Rio de Janeiro.

 

 


 

“Em defesa das mulheres negras, na sua importância, pois nos remete a sede de mudanças, quando se entende a verdadeira dor, quando se sente na pele. E enquanto mulheres negras, temos a sensibilidade de sentirmos umas às outras”, Elaine Ferreira, liderança no município de Queimados.

 


 

“Para o desenvolvimento das mulheres negras, eu acredito que o mais importante seja o conhecimento e o empoderamento profissional”, Rafaela Afonso, liderança na Comunidade Remanescente de Quilombolas de Maria Conga, no município de Magé.

 

 


 

“O mais importante para defender os direitos das mulheres, principalmente das negras e periféricas, é a união e conscientização das mesmas sobre seus direitos e a luta pelos mesmos. Fazendo conhecer a história de nossos ancestrais”, Pastora Kátia Ezoite, liderança da comunidade da Mangueirinha, no município de Duque de Caxias.

 


“Acredito que um dos princípios mais importantes para defender os direitos das mulheres negras seja a auto-organização. Em tempos de pandemia, tenho entendido o quanto a auto-organização se mostra necessária é importante para garantia de direitos”, Larissa França, liderança em Santa Cruz, no Rio de Janeiro.

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