Criola

Artigos | Destaque | Indefinido | Notícias - 28/maio/2017

Pela vida e saúde das Mulheres

Descrição da imagem - com Viviane Gomes

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Criola lança no Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, 28 de maio, uma campanha de sensibilização sobre o tema. A ação enfatiza os direitos da mulher à vida e à saúde, com ênfase na saúde sexual e reprodutiva, sem racismo ou qualquer outra forma de discriminação, através de um relatório e um conjunto de postais, que serão divulgados nas redes sociais.

Os postais foram elaborados a partir das recomendações que a ONU fez ao Brasil para reduzir a mortalidade materna depois da morte de Alyne Pimentel – jovem, negra, grávida, moradora de Belford Roxo (Baixada Fluminense/RJ). De fato, o Brasil conseguiu uma redução. No entanto, os esforços foram insuficientes para alterar o panorama da mortalidade materna em Belford Roxo.

Atualmente, esse município apresenta índice de mortalidade materna de 91,4 casos a cada 100 mil nascimentos. Para efeitos comparativos, o Brasil tem 62 casos para 100 mil nascidos. Mas a meta estabelecida pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ONU) era de 35 mortes por 100 mil.

 

Enquanto o relatório aponta a gravidade da situação em Belford Roxo, identificando, através dos índices do Ministério da Saúde, quem são essas mulheres e o que as leva a óbito, as peças projetam a mulher negra como conhecedora de seus direitos e sobre a importância deles para mudar esse panorama.

As peças também destacam informações sobre os mais diferentes direitos relacionados à saúde da mulher de forma ampla: à vida, à saúde sexual, à saúde reprodutiva, à gravidez, parto e pós-parto seguros, sadios, humanizados e livres de racismo ou qualquer outra forma de discriminação.

O material, desenvolvido com apoio do UNFPA e da professora Maria Aparecida Assis Patroclo, da Escola de Medicina e Cirurgia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, será publicado nas nas redes sociais, em especial Facebook, Twitter e Instagram. De maio a julho, os onze cartazes também serão veiculados no site de Criola e da Plataforma Alyne – Em defesa das Mulheres Negras. A expectativa é que a campanha sensibilize e mobilize a sociedade para reduzir a mortalidade materna com garantia e acesso a direitos.

Informações: www.criola.org.br ou www.alyne.org.br.