Criola

Destaque | Notícias - 10/set/2021

Criola e organizações denunciam aumento na mortalidade materna no Rio de Janeiro; assine carta manifesto

Neste mês de setembro, marcado pela luta pelos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres, Criola e vinte grupos, coletivos, movimentos e organizações enviaram carta a Daniel Soranz, Secretário de Saúde do Município do Rio de Janeiro, para denunciar a grave situação de mortalidade materna no município, em especial entre mulheres negras.

ACESSE A CARTA AO SECRETÁRIO DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO

O quadro de piora iniciou em 2020, com a pandemia de Covid-19, e segue alarmante. Só no primeiro semestre de 2021 já alcançamos a quase totalidade das mortes entre gestantes e puérperas registradas no ano passado (83).

Criola, durante seus 29 anos, afirma que parir com saúde é direito e não pode representar sofrimento, desrespeito e morte. Neste ano, a organização esteve envolvida em diversas ações para atuar contra a violação desse direito, entre elas:

– Campanha #GestantesNegrasVivas, no mês do dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna.

As ações trouxeram alerta à sociedade para a necessária prioridade da concretização de políticas públicas de saúde e cuidados para as pessoas negras que gestam, frente ao persistente e estruturante racismo patriarcal cisheteronormativo e a conjuntura evidenciada pelos dados reunidos pelo Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19.

– Publicação de artigo no boletim Futuro do Cuidado (Opressões reprodutivas e hierarquias das maternidades – Trajetórias de mulheres negras e a portaria nº 13/2021 do Ministério da Saúde), por Lia Manso, coordenadora de projetos em Criola.

O texto recupera percurso histórico da luta das mulheres negras no campo de promoção de saúde sexual e reprodutiva, com recorte inicial na CPI da esterilização compulsória em 1993 até a atual portaria nº 13/2021. O texto adota a perspectiva de justiça reprodutiva frente a produção de violências, violações e morte de pessoas negras que gestam.

– Ainda em junho, julho e agosto de 2021, diante dos preocupantes dados divulgados pelo Comitê Municipal de Prevenção e Controle da Mortalidade Materna e Infantil da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Criola participou de reuniões, organização de dados e mobilização de parceiras para a incidência sobre o cenário municipal, por meio de Carta ao Secretário.

Em setembro de 2021, mês que marca a Luta Latino-Americana e Caribenha pela Descriminalização do Aborto, sendo o aborto inseguro uma das principais causas de mortalidade materna, seguimos ampliando o enfrentamento à mortalidade materna sobre as demais instituições, uma vez que este quadro não se limita ao contexto do Rio de Janeiro.

Esta é uma luta coletiva!

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Estão nessa mobilização:

Articuladas | Casa Fluminense | Comitê estadual de Prevenção e Controle de Morte  Materna e Perinatal/RJ | Coletivo Negre-X | Grupo de Mulheres Yeponda | Roda das Mulheres Apadrinhe um Sorriso | Movimenta Caxias | Coletivo Beira Mar | FASE – RJ | Feminicidade | CEPIA | Criola | Programa Social Sim! Eu Sou do Meio | REDEH – Rede de Desenvolvimento Humano | Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos REprodutivos – Regional Rio de Janeiro | Teia – Núcleo de Pesquisa e Extensão em Trabalho, Educação e Serviço Social – ESS – UFF | URDIR/UERJ – Universidade, Resistência e Direitos Humanos Ilê Axé Yá Manjele Ô | RENAFRO | Fórum de Mulheres Negras