25/07/2026

Dia da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha: Criola lança campanha de mobilização em defesa da Saúde das Mulheres Negras

A campanha “O SUS que merecemos: quando a saúde das mulheres negras avança, ninguém fica para trás”, é uma iniciativa que busca ampliar o debate público sobre as desigualdades raciais na saúde e fortalecer a defesa da atenção básica como direito fundamental.

Quantas mulheres negras já enfrentaram barreiras para acessar um atendimento digno no SUS? Embora o SUS seja reconhecido internacionalmente como uma das maiores políticas públicas de saúde do mundo, o racismo institucional ainda compromete o acesso de meninas e mulheres negras à Atenção Básica. Essa realidade afeta diretamente a qualidade do cuidado, o bem-estar e a expectativa de vida dessa população.

A Atenção Básica é o primeiro nível de atendimento de saúde, funcionando como a principal porta de entrada dos cidadãos ao sistema público por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS). Ela foca na prevenção de doenças, na promoção do bem-estar e no acompanhamento contínuo dos pacientes. Quando a Atenção Básica falha, o impacto é sentido em todo o sistema de saúde e, principalmente, na vida dos pacientes. Como ela funciona como a base de proteção e o filtro do SUS, qualquer problema nesse nível gera um efeito cascata que pode afetar diagnósticos, agravar quadros de saúde e contribuir para o que Criola chama de desfechos negativos em saúde, ou seja, os resultados não desejados como piora no quadro de saúde ou morte.  

Para transformar este cenário, surge a iniciativa “Saúde das Mulheres Negras”: um projeto desenvolvido desde 2024 por Criola em parceria com diferentes organizações e lideranças da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A ideia é fortalecer a atuação das meninas e mulheres negras cis e trans e de suas organizações para gerar melhorias no campo da saúde, especialmente na Atenção Básica, garantindo acesso a serviços de saúde com qualidade, equidade e resolução de suas demandas. Nas regiões em que atuam as lideranças e organizações parceiras do projeto, vivem aproximadamente 1,5 milhão de mulheres negras cis e trans, que estão sujeitas a iniquidades e desfechos indesejáveis por não terem suas demandas acolhidas ou consideradas no Sistema de Saúde, principalmente na Atenção Primária.

É nesse contexto que Criola lança a campanha “O SUS que merecemos: quando a saúde das mulheres negras avança, ninguém fica para trás”. Ela parte da premissa de que a forma como o Estado cuida da saúde das mulheres negras revela as fragilidades da democracia e da saúde pública brasileira. Além de denunciar desigualdades, queremos evidenciar que os territórios produzem soluções concretas para enfrentar o racismo institucional e fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) para toda a sociedade. 

Defender a saúde das mulheres negras é dever de toda a sociedade. Engaje nesta luta e siga acompanhando e fortalecendo essa pauta! Acesse a página oficial da campanha, receba atualizações e faça parte desta transformação. 

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