Mestra Maria Laurinda e Luana Brunely
A história da Mestra Maria Laurinda Adão é um testemunho vivo da resistência e da sabedoria ancestral das comunidades quilombolas.
Nascida em 3 de Junho de 1943, no município de Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo,na comunidade quilombola de Monte Alegre, ela é parteira, coveira, mãe de santo, líder comunitária e mestra do grupo de Caxambu Santa Cruz.
Cresceu entre os tambores, os cânticos e as tradições herdadas de seus antepassados africanos que lutaram contra a escravidão e deixaram o compromisso com a liberdade e a dignidade do povo negro como herança. Utiliza o Caxambu, manifestação cultural afro-brasileira de canto, dança e percussão, como símbolo de luta no enfrentamento às violências, as opressões e silenciamentos e principalmente, em prol da valorização à mulher, à cultura popular e aos direitos quilombolas. Sua liderança é referência na identidade e preservação da cultura negra capixaba.
“Maria Laurinda é autêntica, mãe, anciã, guardiã e por isso a sua vivência demonstra por si só, resistência.”
Foi reconhecida como “Patrimônio Vivo” de Cachoeiro de Itapemirim pelo governo do estado e homenageada no Carnaval de 2025 pela Escola de Samba Imperatriz do Forte, em Vitória, com o enredo: “Só quem sabe onde é Luanda saberá lhe dar valor”.
Confira mais detalhes desta história contada por Luana Brunely no vídeo abaixo do canal Youtube de Criola e acesse o conteúdo Glam na página de WikiCriola .
Vamos redefinir as trajetórias de mulheres negras de todo o Brasil !
O projeto “Negras na História” é uma iniciativa da Ong Criola em parceria com a Fundação Wikimedia que visa fortalecer e ampliar a voz de mulheres negras cis e trans no campo das novas tecnologias e do conhecimento antirracista sob as licenças de Creative Commons.
Mestra Maria Laurinda / foto: Luan Volpato


