Jamille Lopes e Claudia Ferreira

2014
Rio de Janeiro

Atualizado em 24/12/2025

Quanto vale a vida de mulheres negras periféricas em uma sociedade que extermina corpos negros diariamente? Mulheres que estão na base da pirâmide e não são vistas sob o olhar do cuidado, que seguem invisibilizadas, violentadas e desumanizadas diante do Estado.

A história de Claudia Ferreira está profundamente ligada ao território do Morro da Congonha, no RJ , onde teve a sua vida interrompida de forma brutal enquanto exercia um gesto cotidiano de cuidado com sua família em 2014.

Ao trazer sua história, reafirma-se que o pertencimento também é o direito à vida, ao afeto, à família e à memória, direitos historicamente negados às mulheres negras e aos seus territórios. Manter viva a memória de Cláudia é um ato político e coletivo. É reconhecer que cada mulher negra assassinada carrega consigo uma rede de afetos, sonhos e futuros interrompidos.

Relembre esta história contada por Jamille Lopes no vídeo abaixo do canal Youtube de Criola e acessando o conteúdo Glam na página de WikiCriola .
Vamos redefinir as trajetórias de mulheres negras de todo o Brasil !

“Então pra mim essa oportunidade de trazer Cláudia para as mais novas, trazer a imagem, a fala da família, do quão era uma mãe, uma tia, uma esposa, do quão nosso afeto importa, do quão nossa família preta não é respeitada, do quão nós mulheres negras que somos a base dessa sociedade somos invisíveis muita das vezes.”

O projeto “Negras na História” é uma iniciativa da Ong Criola em parceria com a Fundação Wikimedia que visa fortalecer e ampliar a voz de mulheres negras cis e trans no campo das novas tecnologias e do conhecimento antirracista sob as licenças de Creative Commons.

Acesse o glam

Jamille Lopes / Reprodução pessoal