Thais Rosa
Dizer quem somos, conhecer nossos corpos e reafirmar nossa identidade é entender onde habita o nosso poder pessoal e nossas potencialidades. Quando esse encontro acontece coletivamente entre mulheres negras, o autoconhecimento é muito maior.
As trajetórias de Lívia Vidal e Danielle Anatólio demonstram que a coletividade é uma estratégia política e afetiva essencial para a permanência e o florescimento das mulheres negras. Em redes de apoio, elas constroem lugares de fala, validação e pertencimento.
Integrante do coletivo Mulheres de Pedra, da Zona Oeste do Rio de Janeiro, Lívia é educadora e atua na socioeducação pesquisando relações raciais, educação, justiça restaurativa e práticas de justiça fortalecendo mulheres periféricas. Já Danielle Anatólio articula arte, saúde mental e espiritualidade como caminhos de cuidado coletivo e emancipação. Atriz, dançarina e terapeuta holística, ela desenvolve práticas que colocam o corpo da mulher negra no centro do processo de cura, criação e protagonismo.
Confira mais detalhes destas histórias compartilhadas por Thais Rosa no vídeo abaixo do canal Youtube de Criola e acesse o conteúdo Glam na página de WikiCriola .
Vamos redefinir as trajetórias de mulheres negras de todo o Brasil !
“Então as redes, as coletividades são pra mim um espaço de fortalecimento das mulheres negras. Para que elas se encontrem, se entendam individualmente, pessoalmente e façam deste espaço coletivo um espaço de mútuo cuidado, de mútua ajuda, de mútuo apoio e de mútuo reconhecimento. A gente precisa de reconhecimento, a gente precisa de validação, a gente precisa de espaço pra falar as nossas palavras e se sentir ouvida.”
O projeto “Negras na História” é uma iniciativa da Ong Criola em parceria com a Fundação Wikimedia que visa fortalecer e ampliar a voz de mulheres negras cis e trans no campo das novas tecnologias e do conhecimento antirracista sob as licenças de Creative Commons.
Thais Rosa / Reprodução pessoal


