10/07/2026
Marcha das Mulheres Negras da Baixada Fluminense chega a Queimados com agenda do Julho das Pretas
No último domingo, 5 de julho, a cidade de Queimados recebeu a Marcha das Mulheres Negras da Baixada, reunindo representantes de movimentos situados nas diferentes cidades da região. Com o mote “Não queremos ser mais uma; saúde importa, nossos corpos resistem”, a manifestação mobilizou centenas de mulheres que durante a atividade compartilharam falas sobre combate à violência de gênero, desaparecimentos forçados, políticas de saúde, cultura e educação, entre outras.
Amanda Almeida, do Instituto Mover Vidas uma das lideranças parceiras de Criola no Projeto Saúde das Mulheres Negras, destacou que o momento marca a trajetória das mulheres que participam do projeto. Segundo ela, a Marcha “não só fortalece as nossas ações, mas também dá voz e corpo a tudo o que viemos construindo ao longo dos últimos anos por meio do projeto”.
No momento das falas do eixo de saúde, Elizabeth Santos, da Associação de Mulheres de Duque de Caxias, chamou atenção para a necessidade de acolhimento às mães atípicas,. Relembrou que a ausência de serviços adequados prejudica muito a saúde mental dessas mulheres. Para Leila Regina, da Casa de Cultura, em Meriti, “a Marcha é uma estratégia importante para mulheresda Baixadae do Rio, também para as mobilizações das marchas de mulheres negras em todo país”.
Rosilene Torquato, do Fórum Estadual dos Direitos das Mulheres, frisou que a Marcha das Mulheres Negras é “por demandas, políticas públicas pensadas para as mulheres negras da Baixada. “Nós não somos todo mundo; nós somos mulheres negras e temos diversidade”, afirmou. Ela também destacou a importância de as mulheres negras ocuparem os espaços de decisão sobre os orçamentos públicos nos três níveis da federação: municipal, estadual e federal.
Ao longo do ato, as participantes também ressaltaram a importância da dignidade, do Bem Viver, da justiça social e do fortalecimento das políticas públicas voltadas para as mulheres negras, reafirmando o compromisso coletivo com a luta por direitos, equidade e reconhecimento.
Foto: @williamcrem